O equipamento chega montado na caminhonete: 24 geofones verticais de 4.5 Hz, cabo sísmico com 69 metros de takeout, sismógrafo de 24 bits e uma marreta de 8 kg com placa de impacto. Posicionamos o arranjo linear no terreno, conectamos o trigger e disparamos dez golpes por ponto. Em menos de uma hora temos o registro multicanal que, depois de processado com análise espectral, entrega a curva de dispersão e o perfil unidimensional de Vs. Em Araçatuba, onde os basaltos da Formação Serra Geral se sobrepõem a solos arenosos coluvionares, o contraste de impedância entre camadas exige um ensaio CPT para calibrar a estratigrafia nos primeiros metros antes de rodar a inversão do MASW.
Em Araçatuba, o contraste entre solo residual de basalto e arenito Bauru produz curvas de dispersão com saltos de fase que só um bom filtro tau-p resolve.
Perguntas frequentes
Qual o custo de um ensaio MASW com perfil Vs30 em Araçatuba?
O ensaio completo com aquisição, processamento e relatório varia entre R$3.890 e R$7.620, dependendo do comprimento do arranjo (69 ou 138 metros) e da quantidade de pontos de disparo. Terrenos com acesso restrito ou necessidade de limpeza prévia podem ter custo adicional de mobilização.
O ensaio MASW substitui a sondagem SPT em Araçatuba?
Não substitui — complementa. O SPT fornece índice de resistência à penetração e identifica o nível d'água, enquanto o MASW entrega o perfil de rigidez (Vs) e o módulo cisalhante máximo (G0). Em Araçatuba, onde o basalto aparece de forma irregular, usamos os dois juntos para mapear matacões e definir a profundidade real do impenetrável.
Qual a classe sísmica mais comum em Araçatuba segundo a NBR 15421?
A maioria dos terrenos que ensaiamos em Araçatuba se enquadra na Classe C (Vs30 entre 320 e 490 m/s), especialmente nas áreas de solo residual de basalto. Nos bairros mais altos sobre arenito Bauru, com rocha aflorante ou muito rasa, a classificação sobe para Classe B (Vs30 acima de 490 m/s). Já em zonas de aluvião próximo aos córregos, pode cair para Classe D.