← Home · Ensaios in situ

Ensaio de Permeabilidade em Campo (Lefranc & Lugeon) em Araçatuba

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

O noroeste paulista, onde Araçatuba se consolida como polo regional, apresenta um regime hidrogeológico condicionado pelos basaltos da Formação Serra Geral e os arenitos do Grupo Bauru. A alternância entre períodos de estiagem prolongada e chuvas concentradas no verão altera significativamente o nível do lençol freático superficial, tornando o ensaio de permeabilidade em campo uma etapa técnica indispensável. Diferente de correlações indiretas de laboratório, os ensaios Lefranc e Lugeon fornecem dados reais sobre a condutividade hidráulica do maciço, essenciais para projetos de drenagem e contenção. O rebaixamento do aquífero livre nas zonas de expansão urbana de Araçatuba exige que cada ensaio CPT seja complementado com a avaliação da percolação, garantindo que a interação solo-água não comprometa a estabilidade da obra. Essa abordagem integrada reduz incertezas geotécnicas e viabiliza dimensionamentos mais econômicos e seguros.

A condutividade hidráulica medida in situ define a viabilidade de escavações e a eficácia dos sistemas de drenagem, indo muito além das estimativas de laboratório.

Metodologia e escopo

Araçatuba, situada a aproximadamente 390 metros de altitude e com mais de 198 mil habitantes, vive um ciclo de verticalização e implantação de loteamentos que pressionam a capacidade de infiltração do solo. A permeabilidade dos solos residuais de basalto e dos arenitos finos locais pode variar de 10^-5 a 10^-7 m/s, e os valores de condutividade hidráulica obtidos in situ são cruciais para o cálculo de vazão em sistemas de drenagem subterrânea. O ensaio Lefranc, executado no interior de furos de sondagem, é a escolha primária para solos e rochas brandas: mede-se a resposta do aquífero sob carga constante ou variável, permitindo ao engenheiro responsável aferir a anisotropia do terreno. Quando a prospecção avança para o embasamento rochoso fraturado, aplica-se o ensaio Lugeon em trechos isolados por obturadores pneumáticos. Em cenários de fundação profunda, a interpretação conjunta dos resultados com estacas permite otimizar o comprimento dos elementos estruturais, prevenindo a flambagem por subpressão. A calibração dos equipamentos de leitura é feita conforme procedimentos normativos internacionais adaptados à realidade geológica regional, garantindo repetibilidade mesmo em aquíferos de baixa produtividade.
Ensaio de Permeabilidade em Campo (Lefranc & Lugeon) em Araçatuba
Imagem técnica de referência — Aracatuba

Contexto geotécnico local

O substrato rochoso da região de Araçatuba, composto por derrames basálticos fraturados e intercalações de arenito, cria um cenário complexo para o fluxo de água subterrânea. Ignorar a variabilidade espacial das fraturas pode levar a subestimar a vazão de infiltração em escavações, resultando em instabilidade de taludes e necessidade de rebaixamento emergencial do lençol freático. O maior perigo não está apenas no colapso do solo durante a execução, mas na erosão interna regressiva (piping) que se instala silenciosamente sob sapatas e estruturas de contenção. Um ensaio Lugeon mal dimensionado, sem o isolamento adequado dos trechos, pode mascarar uma zona de fratura altamente condutiva, levando a projetos de impermeabilização ineficazes. Por outro lado, um Lefranc executado sem o cuidado de saturar o bulbo de solo pode gerar coeficientes irreais, subdimensionando a rede de drenagem. O impacto financeiro de um rebaixamento não previsto durante a fase de construção supera em muitas vezes o custo da investigação geotécnica preventiva, sem contar os atrasos no cronograma físico-financeiro.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: contato@geotecnia1.sbs

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Coeficiente de permeabilidade (k) típico para solos residuais locais10^-5 a 10^-7 m/s
Método Lefranc - Tipo de cargaConstante ou variável em furo revestido
Método Lugeon - Pressão máxima de ensaioAté 10 bar (1 MPa) em rocha
Unidade Lugeon (UL)1 UL = 1 l/min por metro de trecho a 10 bar
Norma técnica de referênciaABNT NBR 6484:2020 e ISO 22282
Tipo de aquífero predominante em AraçatubaLivre (Bauru) a semiconfinado (fratura basalto)
Precisão do transdutor de pressão± 0.1% do fundo de escala

Outros serviços relacionados

01

Ensaio Lefranc em Solo e Rocha Alterada

Medição pontual da condutividade hidráulica no interior de furos de sondagem. Utilizamos transdutores de pressão de alta sensibilidade para registrar a recuperação do nível d'água, aplicando a formulação de Hvorslev para o cálculo preciso do coeficiente k.

02

Ensaio Lugeon em Maciços Rochosos Fraturados

Injeção de água sob pressão controlada em trechos estanques do furo para quantificar a absorção do maciço rochoso. A curva de pressão versus vazão permite identificar o regime de fluxo e a permeabilidade equivalente da rocha, essencial para projetos de túneis e fundações em basalto.

03

Ensaio de Infiltração e Rebaixamento

Testes de longa duração para simular o rebaixamento real do lençol freático, monitorando a evolução da vazão e a estabilização do cone de depressão. Adequado para dimensionar sistemas de drenagem de grandes escavações e obras de terra.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 6484:2020 - Execução de ensaios de campo para determinação da permeabilidade, ABNT NBR - Standard Test Method for Field Measurement of Hydraulic Conductivity, ISO 22282 - Geotechnical investigation and testing — Geohydraulic testing, ABNT NBR 8044:2018 - Projeto geotécnico — Procedimento

Perguntas frequentes

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O ensaio Lefranc é aplicado em solos e rochas brandas para medir a permeabilidade do aquífero poroso através da variação do nível d'água em um furo revestido. Já o ensaio Lugeon é um teste de injeção de água sob pressão realizado especificamente em rocha fraturada, onde o fluxo ocorre pelas descontinuidades. Enquanto o Lefranc avalia a condutividade hidráulica do solo, o Lugeon quantifica a absorção do maciço rochoso.

O aquífero Bauru em Araçatuba é muito profundo?

O Sistema Aquífero Bauru na região de Araçatuba é geralmente livre e pouco profundo, com o nível estático variando sazonalmente entre 5 e 20 metros de profundidade. É justamente essa característica de aquífero superficial que torna os ensaios de permeabilidade in situ tão importantes para obras com escavações, pois a variação sazonal pode impactar diretamente a logística da construção.

Qual o custo médio para um ensaio de permeabilidade em campo em Araçatuba?

O investimento para um ensaio de permeabilidade em campo em Araçatuba varia geralmente entre R$1.650 e R$2.340, dependendo da profundidade do furo, do número de trechos ensaiados e da logística de acesso ao terreno. Esse valor inclui a mobilização da equipe técnica, a execução do ensaio com equipamentos calibrados e a emissão do relatório técnico com a memória de cálculo.

Quanto tempo leva para executar um ensaio Lugeon?

A execução de um ensaio Lugeon em um único trecho de 3 a 5 metros leva de 2 a 4 horas, sem contar o tempo de perfuração do furo. Isso inclui a estabilização do obturador, a aplicação dos patamares de pressão conforme a norma e o tempo de saturação do maciço. Em uma campanha completa com múltiplos trechos, a duração total pode se estender por alguns dias.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Aracatuba e arredores.

Ver mapa ampliado